Vigas casteladas e celulares

Estruturas metálicas com mais resistência, menos deformação e redução do peso próprio.

Mais resistentes e menos sensíveis a deformações, as vigas casteladas e celulares são também mais leves do que um perfil de alma cheia, estando indicadas para vãos livres de maiores dimensões.

Reproduçao, Arcoweb.

As vigas casteladas e as celulares, com aberturas em hexágonos e circulares, respectivamente, resultam do desdobramento de perfis do tipo I laminados de alma cheia e têm como principal característica o incremento da resistência do perfil original, com o aumento da sua altura, sem alteração de peso. As vigas casteladas foram desenvolvidas pelo engenheiro Geoffrey Boyd nos anos 1930, quando o aço tinha pouca disponibilidade e custos altos. Foram inicialmente chamadas vigas boyd. O nome castelada veio depois, em função de sua aparência, semelhante às muralhas de um castelo. No Brasil, elas foram usadas até a década de 1970, quando ainda se produziam perfis laminados de abas inclinadas. Com a descontinuação da laminação desses perfis, a construção metálica passou a empregar perfis soldados, que já eram produzidos na altura desejada, e por muito tempo não se utilizaram mais as vigas casteladas. Em 2002, com a entrada em produção do laminador de perfis de abas paralelas da Gerdau Açominas, voltou-se a examinar as vantagens das vigas casteladas e das novas vigas celulares, que em breve devem se tornar mais uma opção para aumentar a competitividade das estruturas metálicas. Já começam a surgir empresas interessadas em sua produção.

Veja quais são as principais características desse tipo de estrutura:

• São mais resistentes e menos sensíveis a deformações.
• Mais leves, permitem redução do peso médio das estruturas.
• Possibilitam vãos livres maiores, reduzindo o número de pilares e fundações.
• Permitem redução do espaço estrutural pela passagem de dutos nas aberturas.

As principais aplicações para as vigas casteladas são quase sempre em situações com grandes vãos, mas com cargas mais baixas, e ainda aquelas nas quais as aberturas são importantes para a passagem de dutos. Ou ainda como solução para atender a exigências do partido arquitetônico, pela questão estética ou de dimensionamento dos vãos.

Saiba mais aqui.

Texto de Cida Paiva
Publicada originalmente em FINESTRA
Edição 59 Dezembro de 2009

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Sobre arquiteturaunimar

Periódico eletrônico da Faculdade de Arquitetura da Universidade de Marília.
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